Blog de Christy Ganzert Pato

Diálogos em terra arrasada

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O Império da forma mercadoria

Folha OnLine

11/09/2008
Estudante dos EUA anuncia leilão de virgindade na internet

da Reuters, em Los Angeles

Uma norte-americana de 22 anos está leiloando publicamente a virgindade para pagar seus estudos. A estudante de San Diego, Califórnia, que usa o pseudônimo de Natalie Dylan, diz não ter enfrentado dilemas morais com sua decisão –e também não ofereceu provas sobre a virgindade.

“Não acho que leiloar minha virgindade irá resolver todos os meus problemas”, disse ela no programa de TV “The Insider” na quarta-feira. “Mas irá dar alguma estabilidade financeira. Estou pronta para controvérsia, sei o que virá por aí. Estou pronta para isso.”

“Vivemos numa sociedade capitalista. Por que eu não posso ganhar com a minha virgindade?”, disse. A mulher, que quer fazer um mestrado em terapia familiar e de casal, diz que aguarda por ofertas de até US$ 1 milhão.

O site de leilões eBay recusou hospedar o leilão, que agora acontecerá num bordel em Nevada, o Moonlite Bunny Ranch, onde a irmã dela trabalha para pagar as dívidas da faculdade. A data do leilão não foi informada.

Numa enxurrada de entrevistas e aparições na mídia, ela admitiu que sua mãe, professora, não concorda com sua decisão, assim como muitas pessoas na rede. Entre aquelas que apóiam está o dono do bordel onde ocorrerá o leilão, naturalmente.

“Acho uma tremenda idéia. Por que perder a virgindade para algum cara no banco de trás do carro quando você pode pagar pela sua educação?”, disse Dennis Hof.

Site alemão oferece manifestantes de aluguel

16/01/200719h31

Site alemão oferece manifestantes de aluguel

da BBC Brasil, em Berlim

Promotores de causas perdidas ou simplesmente movimentos políticos sem apoio suficiente na Alemanha podem a partir de agora alugar seus próprios manifestantes.

Desde dançarinas de strip-tease até exuberantes Ferraris figuram na relação do erento.com, um site alemão especializado em alugar qualquer coisa imaginável.

Mas a partir deste ano, a empresa começou a oferecer “manifestantes profissionais”, homens e mulheres, geralmente estudantes, desocupados e aposentados, que por um pagamento especial se transformam em defensores de qualquer causa que se possa imaginar.

“Abrimos o serviço devido à crescente demanda”, dizem os responsáveis pelo Erento, Chris Möller e Uwe Kampschulte. “Em geral, não sabemos o que os manifestantes contratados acabam fazendo, mas naturalmente rechaçamos qualquer forma de agressividade ou extremismo de direita”, afirmam.

Honorários

Um manifestante não sai barato. Cada um custa em torno de US$ 150 por dia. Alguns manifestantes, porém, cobram honorários reduzidos por causas que os interessam. A empresa fica com 4,9% dos honorários de cada pessoa contratada.

Criar uma manifestação de caráter massivo pode custar uma fortuna. Mesmo assim, a Erento afirma que apenas na primeira semana de janeiro foi consultada por cerca de 50 clientes sobre os serviços desses “mercenários da opinião”.

No final do ano, soube-se que uma manifestação em frente ao Parlamento, que reuniu cerca de 200 membros da Associação de Médicos Alemães contra uma nova lei de saúde, havia sido coberta por 150 manifestantes alugados e rapidamente disfarçados com o avental branco.

Alugar manifestantes também pode trazer benefícios de imagem. Se a causa carece de apoio jovem ou de adultos, de imigrantes ou de estudantes, o cliente pode pesquisar as fotos e os perfis de cada “manifestantes” na página da Erento para escolher o que mais lhe favorece.

A empresa também se encarrega de alugar equipamentos como megafones, apitos, caminhões e todo o resto necessário para uma verdadeira manifestação.

A crescente despolitização da população parece fazer com que nem mesmo aqueles afetados diretamente em seus interesses reúnam forças nem ânimo suficientes para sair às ruas.

Os responsáveis pela empresa garantem, no entanto, que é impossível distinguir um manifestante real de um alugado. Com uma carteira recheada, muitas iniciativas poderiam simular um apoio popular inexistente, um problema que já começa a preocupar juristas e políticos na Alemanha.